Potencial da fruticultura

Sistemas agroflorestais sustentáveis

A fruticultura é a quarta principal atividade econômica da Amazônia, depois do minério de ferro, da madeira e da pecuária. Do ponto de vista social, entretanto, é a atividade que apresenta o maior potencial de distribuição de renda para a população, por envolver milhares de pequenos produtores, além das indústrias processadoras.
O arranjo produtivo de frutas da Amazônia é um dos mais dinâmicos quanto às possibilidades de desenvolvimento na forma de sistemas agroflorestais sustentáveis. Há um leque de 15 tipos de frutas tropicais (regionais e exóticas) sendo produzidas e beneficiadas na Amazônia. As frutas exóticas de expressão são abacaxi, maracujá, laranja, acerola e graviola. As frutas da Amazônia têm sabor diferenciado por natureza e as de maior destaque comercial são o açaí, cupuaçu, bacuri taperebá e camu-camu.
Em 2003, esse arranjo produtivo empregou direta e indiretamente cerca de 123 mil pessoas. O PIB da fruticultura regional, neste mesmo ano, foi de R$355,4 milhões. É uma atividade intensiva em mão-de-obra e forte geradora de renda, em fluxo regular, para toda a cadeia produtiva. A produção é estruturada em pequenas unidades produtivas, geralmente na forma de sistemas agro florestais.
As exportações do mix de polpa de frutas, em 2003, atingiu o valor de US$ 7,31 milhões e no primeiro semestre de 2004 alcançou US$ 5,04 milhões. A evolução em relação a igual período de 2003 foi de 24,47%. Apenas 7,5% da produção de polpa de frutas regionais é exportada para os Estados Unidos e alguns países da União Européia e Ásia, principalmente.
O mercado nacional absorve 75,5% da produção de polpa e o mercado local 17%. Atualmente, a demanda de polpa de frutas além de superior cresce mais rapidamente do que a oferta.

Açaí Taperebá Acerola Goiaba Cupuaçu Maracujá
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