Um dos destaques da biodiversidade amazônica são as frutas regionais, com seus sabores e aromas exóticos. O mercado do Ver-O-Peso em Belém, a maior feira a céu aberto da América Latina, é a grande vitrine da riqueza e encanto das frutas da Amazônia: açaí, cupuaçu, bacuri, taperebá, uxi, tudo se constitui numa viagem sensorial para turistas, visitantes e compradores.
Boa parte das frutas amazônicas têm hoje forte apelo comercial no Brasil e no mundo, pela curiosidade que despertam e pelos sabores únicos cada vez mais apreciados no mundo inteiro. O açaí é hoje a mais conhecida das nossas frutas. Aceito pelo consumidor brasileiro, se expande rapidamente para o mercado internacional, oferecendo ótimas oportunidades de negócios.
Até o início da década de 70, a utilização agroindustrial de frutas nativas da Amazônia era baseada quase totalmente na exploração extrativista. Com as pesquisas de domesticação das espécies, desenvolvidas principalmente pela Embrapa e UFPA, o manejo e a produção vêm ganhando escalas sustentáveis do ponto de vista agronômico, econômico, social e ambiental.
Além de representar uma das atividades econômicas com melhor potencial para a região amazônica, a fruticultura não implica em nenhum impacto ambiental, pelo contrário. A quase totalidade das plantações está em áreas anteriormente ocupadas com pastagens ou com culturas anuais e semiperenes.
Hoje, além do açaí e de outras espécies regionais como o cupuaçu e o bacuri, o Pará produz em escala comercial pelos menos mais 15 variedades de frutas, vendidas principalmente na forma de polpas e derivados.
Conheça as frutas produzidas comercialmente no Pará.